Obras de saneamento sem grandes escavações deixaram de ser exceção nas cidades brasileiras. Esse avanço é analisado pela EBS, empresa especializada em soluções para saneamento básico, que observa a consolidação dos métodos não destrutivos, conhecidos pela sigla MND, na implantação e na renovação de redes de água e esgoto.
A proposta é executar a obra com pequenos poços de acesso, sem abrir valas. Essa técnica reduz interferências, diminui a quebra de pavimento e o volume de entulho, encurta o prazo de execução e reduz o tráfego de caminhões e as emissões.
Ao longo deste artigo, veja quais são as principais técnicas não destrutivas, em que situações cada uma é indicada e que fatores orientam a escolha do método em projetos de infraestrutura urbana.
As principais técnicas e suas aplicações
O universo dos métodos não destrutivos reúne soluções para instalar novas tubulações e para renovar redes já existentes. Cada técnica atende a um tipo de solo, diâmetro e finalidade, e as mais utilizadas no saneamento incluem:
- Perfuração direcional horizontal: uma perfuratriz guiada abre um furo piloto sob ruas, rios ou rodovias, que depois é alargado para a passagem da nova tubulação.
- Cravação de tubos: macacos hidráulicos empurram tubos de concreto ou aço a partir de um poço de ataque, técnica adequada a coletores de esgoto de maior diâmetro.
- Microtúnel: uma tuneladora controlada remotamente escava e instala a tubulação com alta precisão de alinhamento e declividade, requisito importante em redes por gravidade.
- Pipe bursting: uma ferramenta fragmenta a tubulação antiga enquanto puxa a nova no mesmo traçado, permitindo inclusive aumentar o diâmetro da rede.
- Revestimento interno curado no local: um tubo flexível impregnado com resina é inserido no duto existente e curado por calor, água quente ou luz ultravioleta, formando uma nova parede interna.
A variedade de técnicas empregadas possibilita a combinação de soluções distintas em um único projeto. Empresas especializadas em soluções para saneamento básico, como a EBS, podem se beneficiar dessa flexibilidade para planejar obras com impacto urbano reduzido e execução mais previsível.

Critérios que orientam a escolha do método
A técnica é definida a partir de investigações de campo. A realização de sondagens geotécnicas visa identificar as condições do solo, incluindo a presença de rochas ou o lençol freático. O mapeamento das interferências, utilizando georradar e consulta aos registros de outras concessionárias, permite identificar a localização de cabos, dutos e tubulações instalados no subsolo.
Além disso, o diâmetro, a extensão do trecho, o material da tubulação e as exigências de declividade devem ser considerados. Redes de esgoto por gravidade, por exemplo, demandam precisão milimétrica de inclinação, o que favorece métodos como o microtúnel. Já adutoras e redes de água pressurizadas geralmente são bem atendidas pela perfuração direcional.
A inspeção prévia por câmeras robotizadas, que percorrem o interior das tubulações, orienta as decisões de renovação. Tal diagnóstico integra a engenharia de manutenção de redes, campo ligado à atuação da EBS – Empresa Brasileira de Saneamento, que reúne informações sobre seu trabalho em ebs.eng.br.
Além disso, a análise de custos também considera fatores indiretos, como reposição de pavimento, sinalização viária e impacto sobre atividades econômicas do entorno. Nesse contexto, a metodologia não destrutiva tende a apresentar vantagens em áreas urbanas densamente povoadas, conforme observado na prática de empresas atuantes no setor de saneamento, como a EBS.
Infraestrutura moderna com menor impacto urbano
Os métodos não destrutivos demonstram que o desenvolvimento e o aprimoramento das redes de infraestrutura são executáveis de modo a causar o mínimo transtorno possível à mobilidade urbana da população. Ao combinar precisão técnica, agilidade e redução da geração de resíduos, tais soluções enfatizam a responsabilidade ambiental das obras de saneamento.
Com o volume de investimentos previsto para atender às metas do Novo Marco Legal do Saneamento, é provável que tais técnicas venham a participar cada vez mais dos projetos. Nesse sentido, a EBS adota uma engenharia que permite a construção de infraestrutura essencial sem a necessidade de interrupções significativas no funcionamento da cidade.

