Como destaca o especialista Alex Nabuco dos Santos, a reforma tributária brasileira inaugura uma das mais profundas transformações na estrutura de custos do mercado imobiliário corporativo. Se você atua na gestão, aquisição ou locação de ativos empresariais, este é o momento de compreender como as novas regras fiscais podem alterar a precificação dos contratos, as margens de rentabilidade e o comportamento de empresas locatárias. Continue a leitura e descubra por que o conhecimento tributário será, nos próximos anos, um diferencial competitivo para quem investe no setor.
A transição para o novo modelo tributário
À luz da Emenda Constitucional que instituiu o Imposto sobre Valor Adicionado (IVA), unificando tributos sobre consumo, o Brasil entra em um novo ciclo de simplificação e padronização fiscal. O objetivo central é reduzir a cumulatividade de impostos, aumentar a transparência e harmonizar as bases tributárias em todo o território nacional.
Embora a simplificação seja bem-vinda, seus efeitos sobre o mercado imobiliário corporativo ainda exigem leitura cautelosa. A locação de imóveis, até então sujeita a regimes específicos de tributação, poderá ter suas bases redefinidas conforme a classificação do serviço prestado e a natureza jurídica do locador. Essa mudança impacta diretamente o cálculo de aluguéis, a formação de preço de contratos e a rentabilidade líquida dos investimentos imobiliários.
Locação de imóveis e o efeito da tributação sobre consumo
Em consonância com o novo modelo fiscal, o IVA incidirá sobre bens e serviços de maneira unificada, substituindo tributos como PIS, Cofins, ISS e ICMS. Essa unificação, porém, pode gerar interpretações divergentes quanto ao enquadramento da locação de imóveis.
Conforme explica o especialista Alex Nabuco dos Santos, o ponto central de atenção está na distinção entre locação e prestação de serviço. Enquanto a locação pura tende a permanecer fora do campo de incidência do IVA, os contratos de locação atrelados a serviços adicionais (manutenção, limpeza ou gestão condominial) poderão ser tributados. Essa fronteira conceitual exigirá ajustes contratuais precisos, sob pena de bitributação ou inconsistências fiscais que comprometam a segurança jurídica.

A repercussão nas empresas locatárias e investidoras
Sob outra perspectiva, o impacto tributário não se limita aos proprietários de imóveis. Empresas locatárias também precisarão revisar seus contratos, considerando a possibilidade de repasse de custos tributários e o novo tratamento contábil das despesas com aluguel.
De acordo com o empresário Alex Nabuco dos Santos, a reforma reforça a necessidade de governança fiscal integrada. Companhias que operam múltiplas unidades, especialmente em diferentes estados, devem reavaliar seus planos de ocupação e custos de locação. A centralização de escritórios ou a adoção de contratos flexíveis poderá reduzir a exposição tributária e simplificar o cumprimento das obrigações acessórias.
Novas estratégias de planejamento patrimonial
Em paralelo, a reforma cria oportunidades para reorganizações societárias que aumentem a eficiência fiscal. A constituição de holdings imobiliárias, por exemplo, pode servir como instrumento de planejamento tributário e sucessório. Contudo, sua viabilidade depende de análise criteriosa do novo regime fiscal e de sua interação com os tributos sobre propriedade, como o IPTU e o ITBI.
Como elucida o especialista Alex Nabuco dos Santos, a estratégia mais inteligente será aquela que combina estruturação jurídica sólida com modelagem financeira baseada em simulações tributárias. Investidores que anteciparem esses cálculos estarão melhor posicionados para renegociar contratos e maximizar rentabilidade sob as novas regras.
A segurança jurídica em meio à transição
Em conformidade com os princípios da reforma, o período de transição entre o modelo atual e o novo sistema tributário se estenderá por alguns anos, permitindo ajustes graduais. Ainda assim, a complexidade dos impactos sobre contratos de longo prazo exigirá acompanhamento técnico constante.
Como reforça o empresário Alex Nabuco dos Santos, o grande desafio será preservar a previsibilidade das receitas imobiliárias em meio à incerteza regulatória. A adaptação bem-sucedida dependerá da integração entre especialistas jurídicos, contábeis e imobiliários, uma governança transversal que garanta segurança jurídica e estabilidade patrimonial.
Autor: Jenff Adyarus

