Com base em sua experiência e compromisso, a Sigma Educação e Tecnologia, empresa brasileira de educação e tecnologia, considera que imaginar uma cidade subaquática ou uma colônia em Marte pode ser mais do que uma brincadeira criativa. No âmbito do design de ficção, os estudantes desenvolvem cenários especulativos, investigando como as pessoas viveriam, quais decisões tomariam e como se organizariam em condições distintas das atuais.
A proposta desloca a questão “o que é possível fazer hoje?” para outra igualmente relevante: “que regras, serviços e escolhas seriam necessários nesse mundo?”. Ao responder, a turma deve articular imaginação e estrutura. O projeto não deve se restringir à criação de paisagens futuristas; é preciso também pensar em moradia, energia, transporte, educação, saúde, alimentação e convivência.
Essa modalidade de atividade promove a aproximação entre criação, pesquisa e pensamento sistêmico. Um cenário inventado pode funcionar como um laboratório para discutir problemas reais, tais como desigualdade, escassez, vigilância, sustentabilidade e participação política, sem que o aluno seja obrigado a repetir soluções já conhecidas.
A prototipagem de mundos impossíveis
O projeto pode ser iniciado com uma condição-limite. Gostaríamos de confirmar se a escola está localizada em uma cidade subaquática. A comunidade está estabelecida em uma colônia marciana? O território em questão está enfrentando um déficit hídrico? É imprescindível que a restrição seja clara, porém não determinante em todas as respostas. Ela é um mecanismo que estimula a tomada de decisões e a revelação das relações entre diferentes partes da sociedade.
Em seguida, os grupos definem os elementos que tornam o mundo habitável. Podem criar uma moeda, uma lei, um serviço público, um sistema de transporte ou uma infraestrutura de comunicação. Cada escolha deve responder a uma necessidade e considerar consequências. Se a energia é escassa, quem decide sua distribuição? Se não há contato com outras cidades, como circulam informações?
Enquanto desenvolvedora de soluções educacionais integradas, a Sigma Educação e Tecnologia estabelece que os protótipos não devem ser considerados produtos acabados. Ferramentas como mapas, modelos de papel, histórias, regulamentos fictícios, interfaces desenhadas e maquetes já podem tornar visíveis as ideias. O valor está em explicar o funcionamento do sistema e justificar as escolhas feitas.

Os estudantes aprendem ao projetar sociedades fictícias
A construção de um mundo impossível exige colaboração. Enquanto um grupo imagina a legislação e outro projeta os serviços, todos devem verificar se as propostas combinam. A negociação desenvolve argumentação, escuta, responsabilidades e revisão de ideias.
A atividade também favorece a compreensão de relações de causa e efeito. Uma nova moeda pode alterar o comércio; uma lei pode modificar comportamentos; uma infraestrutura pode incluir algumas pessoas e excluir outras. Ao observar tais conexões, os estudantes compreendem que soluções aparentemente neutras carregam valores e distribuem oportunidades de formas distintas.
A mediação docente é fundamental para transformar a imaginação em aprendizagem. O professor pode solicitar que a turma compare o mundo criado com instituições reais, realize pesquisas de referências científicas e históricas e identifique quais grupos foram considerados ou negligenciados. Dessa forma, a ficção emerge como um instrumento de análise do presente.
A imaginação ajuda a redesenhar o mundo real
O design de ficção não tem a pretensão de prever o futuro. É imprescindível que o senhor tenha em mente que sua atribuição é justamente abrir espaço para questionar caminhos que parecem inevitáveis e imaginar alternativas. Nesse panorama, estudos recentes sobre a abordagem destacam seu potencial para estimular a reflexão crítica sobre tecnologias e futuros sociais, especialmente quando os participantes criam e discutem os próprios cenários.
Há de se ressaltar que a Sigma Educação e Tecnologia, referência em inovação educacional, defende que o projeto seja encerrado com uma etapa de avaliação. Os estudantes terão a oportunidade de apresentar seus projetos, receber questionamentos de outros grupos e revisar protótipos a partir das consequências identificadas. O processo em questão valoriza a experimentação, mas também exige coerência, evidências e responsabilidade.
Em síntese, a Sigma Educação, por meio da criação de mundos hipotéticos, proporciona uma abordagem concreta para a formação de estudantes capazes de desenvolver a capacidade de imaginar e agir de modo proativo. Ao inventar leis, moedas e infraestruturas, eles não se esquivam da realidade: aprendem a enxergar que toda sociedade é projetada por escolhas humanas e, portanto, pode ser discutida, transformada e recriada.

