Segundo o médico especialista em diagnóstico por imagem Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, o período da amamentação é marcado por dúvidas e intensas transformações fisiológicas, o que pode gerar insegurança em relação à realização de exames de rotina. Muitas mulheres lactantes acreditam, por exemplo, que a mamografia possa interferir na produção de leite. No entanto, a medicina diagnóstica evoluiu e hoje oferece métodos seguros, sem a necessidade de interrupções desnecessárias da amamentação. Se você está amamentando e precisa manter seu controle anual ou investigar alguma queixa específica, este artigo esclarece como proceder com total segurança.
Mamografia na lactação: É possível? Quando o exame é realmente indicado?
Muitas mulheres têm dúvidas sobre a realização da mamografia durante o período de amamentação, e a resposta é sim, desde que exista uma indicação clínica bem definida. A lactação aumenta naturalmente a densidade do tecido mamário, em razão da maior produção de leite e do aumento do fluxo sanguíneo na região, o que pode, em alguns casos, dificultar a identificação de lesões muito pequenas. Ainda assim, o exame não é contraindicado.

De acordo com Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a mamografia é especialmente indicada quando a mulher atinge a idade de rastreamento, a partir dos 40 anos, e pretende manter a amamentação por um período prolongado, ou quando surgem sinais ou sintomas palpáveis que demandem investigação diagnóstica imediata. Além disso, é fundamental ressaltar que a radiação utilizada na mamografia não interfere na qualidade do leite materno. Não há necessidade de interromper a amamentação nem de descartar o leite após o exame.
Desafios técnicos e a importância da ultrassonografia complementar
Embora a mamografia seja tecnicamente viável durante a lactação, o aumento da densidade mamária pode exigir uma avaliação ainda mais criteriosa por parte do radiologista. Conforme explica o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, em mamas mais jovens ou com intensa atividade glandular, a mamografia pode apresentar limitações na identificação de nódulos sólidos que ficam parcialmente ocultos pela elevada densidade do tecido mamário.
Nesses casos, a associação com a ultrassonografia amplia a segurança diagnóstica, permitindo diferenciar alterações benignas, como o ingurgitamento mamário decorrente do acúmulo de leite, de nódulos verdadeiros que possam demandar investigação adicional, incluindo biópsia. A manutenção da rotina de exames não deve ser negligenciada durante o período de amamentação. Embora o câncer de mama associado à lactação seja menos frequente, ele tende a apresentar comportamento mais agressivo em razão dos estímulos hormonais característicos dessa fase.
Protocolos de segurança e orientações para a paciente lactante
Para garantir o melhor resultado possível, a paciente deve informar à equipe técnica em período de lactação no momento do agendamento. Para o especialista em diagnóstico por imagem, essa informação permite que o técnico de radiologia realize manobras de posicionamento que minimizem a dor, uma vez que as mamas podem estar mais sensíveis. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues defende que a jornada da mãe deve ser respeitada, integrando o cuidado com o bebê à vigilância oncológica necessária.
Por fim, como constata o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a mamografia na lactação é um procedimento seguro, viável e indicado para mulheres que não podem ou não devem adiar sua vigilância mamária. A proteção da saúde da mãe é o que garante a continuidade do cuidado com o filho. Ao seguir as orientações médicas e realizar o exame com o preparo adequado, a lactante mantém sua saúde protegida sem comprometer o ato de amamentar, unindo o bem-estar materno à precisão do diagnóstico por imagem contemporâneo.
Autor: Jenff Adyarus

