Gazeta NáuticaGazeta NáuticaGazeta Náutica
  • Home
  • Barcos
    BarcosShow More
    Copa Brasil de Vela de Praia leva Fortaleza à disputa rumo ao Mundial de 2027
    agosto 27, 2026
    Copa do Rei revela o que faz um barco vencer: tecnologia, projeto e estratégia no mar
    agosto 12, 2026
    Embarcações elétricas ganham força no Brasil e apontam o futuro da navegação nacional
    julho 15, 2026
    Rio Boat Show 2026 movimenta o mercado náutico e antecipa tendências para quem sonha em comprar um barco
    junho 30, 2026
    5G seguro no mar: como a nova pesquisa da Marinha pode mudar a náutica conectada
    junho 18, 2026
  • Notícias
    NotíciasShow More
    Lirius Suplementos
    Mito ou verdade: Teste genético indica o suplemento certo? Descubra com a Lirius Suplementos 
    agosto 28, 2026
    Marinha inicia Operação Navegue Seguro 2026 após recorde de fiscalizações no ano anterior
    agosto 27, 2026
    Dalmi Defanti
    Como investir em inovação sem comprometer o orçamento?
    agosto 24, 2026
    Roteiros pensados para crianças pequenas, a adaptação de ritmo aplicada por Antonella Giancoli na Benarrivati para toda família
    agosto 21, 2026
    Valdoir Slapak
    Fluxo de caixa livre: por que lucro líquido não é a mesma coisa que dinheiro disponível 
    agosto 20, 2026
  • Tecnologia
    TecnologiaShow More
    Motor elétrico para barco: o que a legislação brasileira exige antes de navegar
    agosto 27, 2026
    Barco solar percorre 5.700 km e mostra como a tecnologia pode mudar a navegação
    agosto 12, 2026
    Como a tecnologia embarcada em navios científicos está redefinindo o conhecimento sobre o mar brasileiro
    julho 15, 2026
    Tecnologia náutica: como navios científicos estão mudando a navegação no Brasil
    junho 30, 2026
    Hidrogênio Verde e Descarbonização Marítima: por que essa transformação pode redefinir o futuro da energia global
    junho 8, 2026
  • Sobre Nós
Leitura: Embarcações elétricas ganham força no Brasil e apontam o futuro da navegação nacional
Compartilhar
Font ResizerAa
Font ResizerAa
Gazeta NáuticaGazeta Náutica
  • Business
  • Industry
  • Politics
  • Home
  • Notícias
  • Tecnologia
  • Barcos
Barcos

Embarcações elétricas ganham força no Brasil e apontam o futuro da navegação nacional

Emma Westdale
Por Emma Westdale
julho 15, 2026
8 Min de leitura
Compartilhar
Compartilhar

O motor a combustão, símbolo histórico da navegação recreativa e comercial, começa a dividir espaço com uma nova geração de propulsão no Brasil. Ainda distante de ser maioria nas marinas do país, a eletrificação de barcos avança em ritmo acelerado em projetos que vão do transporte público aquaviário até lanchas de alto desempenho, mostrando que o setor náutico segue uma tendência já consolidada na indústria automotiva. O movimento levanta uma pergunta recorrente entre proprietários de embarcações e curiosos do mundo náutico: afinal, já é possível comprar um barco totalmente elétrico no Brasil, ou o país ainda vive a fase de testes dessa tecnologia?

Contents
Protótipos avançam, mas a venda ainda é limitadaDa Amazônia ao Sul do país, projetos reais já navegamTecnologia embarcada ganha espaço na navegação comercialAlta performance também entra na conversaEnergia solar também aparece como aliada em embarcações maioresO que considerar antes de apostar na eletrificaçãoUm movimento que deve se intensificar nos próximos anos

Protótipos avançam, mas a venda ainda é limitada

A resposta, por enquanto, é mista. A maior parte dos barcos, lanchas, veleiros e iates elétricos disponíveis no país segue em fase de protótipo, teste ou desenvolvimento, o que torna difícil encontrar um modelo totalmente elétrico à venda em uma marina ou loja de embarcações convencional. A alternativa mais acessível hoje é a embarcação híbrida, que combina motor elétrico e motor a combustão, reduzindo o consumo de combustível sem depender exclusivamente de baterias. Segundo especialistas do setor, o tamanho da embarcação costuma ser decisivo para escolher entre as duas opções. Barcos de até 22 pés, como muitos modelos usados para pesca, já conseguem funcionar de forma totalmente elétrica com o uso de baterias, enquanto embarcações maiores ainda dependem de motores a diesel ou gasolina para manter potência e eficiência de navegação.

Da Amazônia ao Sul do país, projetos reais já navegam

Apesar dos desafios técnicos, o Brasil já conta com iniciativas concretas fora do papel. Na Amazônia, a Universidade Federal do Pará apresentou o Poraquê, primeiro catamarã elétrico e totalmente sustentável da região, batizado em referência ao peixe elétrico típico do rio. A embarcação é movida a energia solar, tem capacidade para 25 passageiros e dois tripulantes e conta com plataformas de acesso para cadeirantes nos pontos de embarque. O projeto integra um sistema mais amplo de mobilidade elétrica da universidade, que já opera ônibus elétricos no campus, e a expectativa é atender cerca de mil passageiros por dia entre estudantes, servidores e usuários dos serviços da instituição.

Já em Santa Catarina, Florianópolis avalia um projeto piloto para levar embarcações elétricas ao transporte lacustre da Lagoa da Conceição, hoje realizado por 28 barcos movidos a diesel. A iniciativa, batizada de Carapeva, é uma parceria entre a Cooperbarco, cooperativa local de barcos autônomos, e uma empresa de engenharia de Itajaí especializada em embarcações totalmente elétricas. Segundo a cooperativa, a troca do diesel pela eletricidade pode reduzir os custos de cada viagem em até 80%, com potencial de baratear futuramente o preço da passagem para os moradores da região. O protótipo inicial, projetado para 30 passageiros, teve o valor estimado em R$ 700 mil, cifra que deve ser revista após a decisão de ampliar a capacidade para 50 lugares sentados.

Tecnologia embarcada ganha espaço na navegação comercial

O uso de propulsão elétrica também avança em atividades comerciais de grande porte. Em São Paulo, a Praticagem responsável por guiar navios nas entradas e saídas dos portos de Santos e de São Sebastião já opera lanchas equipadas com propulsores eletrônicos, que geram economia estimada em 10% em relação aos motores convencionais a diesel. A expectativa do setor é ampliar ainda mais esse ganho com uma nova lancha desenvolvida em parceria com a fabricante WEG, dedicada especificamente a operações de praticagem. O caso mostra que a eletrificação náutica não se limita ao lazer, atingindo também operações estratégicas para o funcionamento do maior porto da América Latina.

Alta performance também entra na conversa

Enquanto projetos de transporte público priorizam economia e sustentabilidade, outra frente da eletrificação náutica mira desempenho. A fabricante canadense ENVGO apresenta o NV1 como o primeiro barco de hidrofólio elétrico de alto desempenho do mundo. A embarcação, de 7,6 metros, promete atingir 80 km/h com autonomia de 100 km em uma única carga, graças a um hidrofólio, espécie de asa submersa que eleva o casco acima da água e reduz o arrasto durante a navegação. Em velocidades mais baixas, o fabricante afirma que o modelo se comporta como uma embarcação convencional, e as quilhas retráteis facilitam tanto o reboque quanto a proteção dos equipamentos quando o barco não está em uso.

Energia solar também aparece como aliada em embarcações maiores

Outra frente de inovação testada por fabricantes do setor envolve a geração de energia a bordo por meio de painéis solares, usada não para movimentar a embarcação, mas para abastecer sistemas internos. Um exemplo é a tecnologia adotada pela Riviera Yachts, que gerou aproximadamente 10 kWh por dia em um barco de 58 pés, segundo dados divulgados pela própria marca. Esse tipo de solução tende a ganhar espaço primeiro em embarcações de maior porte, onde há área suficiente para instalação dos painéis sem comprometer o design ou o desempenho do casco.

O que considerar antes de apostar na eletrificação

Para quem avalia migrar para uma embarcação elétrica ou híbrida, alguns pontos técnicos merecem atenção antes da decisão de compra. O peso do motor elétrico costuma ser um fator limitante em barcos maiores, já que a potência gerada tende a ser menor do que a de motores a diesel ou gasolina equivalentes, o que pode impactar diretamente a eficiência de navegação em embarcações de maior porte. Por outro lado, embarcações pequenas voltadas à pesca, caiaques e botes de rio se adaptam bem à propulsão totalmente elétrica, já que não exigem tanta potência para operar com segurança. Outro ponto de atenção é a rotina de recarga da bateria, essencial para manter o desempenho da embarcação ao longo do tempo e evitar problemas durante a navegação.

Um movimento que deve se intensificar nos próximos anos

Os exemplos reunidos em diferentes regiões do Brasil, da Amazônia ao Sul do país, passando pelo litoral paulista, mostram que a eletrificação náutica já deixou de ser apenas uma promessa distante e começa a ganhar aplicações reais, ainda que em escala limitada. A tendência acompanha movimentos semelhantes observados em mercados como o europeu e o norte-americano, que vêm endurecendo regras ambientais para embarcações e restringindo a circulação de motores movidos a combustíveis fósseis em determinadas áreas. Para o consumidor brasileiro, a expectativa é que a oferta de embarcações elétricas e híbridas se amplie gradualmente nos próximos anos, à medida que projetos-piloto como os de Belém e Florianópolis avancem da fase de teste para a operação comercial plena, e que fabricantes internacionais tragam ao país tecnologias já validadas em outros mercados.

Fontes consultadas:

  • https://ufpa.br/lancamento-do-primeiro-catamara-eletrico-e-totalmente-sustentavel-da-amazonia/
  • https://nautica.com.br/barco-eletrico-hidrofolio-promete-80-km/
  • https://autopapo.com.br/noticia/lanchas-eletricas-a-vista/
  • https://ndmais.com.br/infraestrutura/projeto-quer-utilizar-barcos-100-eletricos-na-travessia-para-a-costa-da-lagoa-em-florianopolis/
  • https://marinaimperial.com.br/barcos-eletricos-no-brasil/
Estaleiro catarinense conquista destaque nacional com sucesso de vendas no Itajaí Boat Show
Doação de barcos de resgate fortalece segurança em áreas vulneráveis e revela desafios estruturais
5G seguro no mar: como a nova pesquisa da Marinha pode mudar a náutica conectada
Tribunal de Minas Gerais Define Responsabilidade em Caso de Embarcação Perdida
Barco da Marinha Aproxima-se da Praia da Macumba e Reforça Proteção
Compartilhe este artigo
Facebook Email Print
Artigo Anterior Como a tecnologia embarcada em navios científicos está redefinindo o conhecimento sobre o mar brasileiro
Próximo artigo Fource Consultoria Quais fatores determinam o sucesso de um turnaround empresarial?

News

Lirius Suplementos
Mito ou verdade: Teste genético indica o suplemento certo? Descubra com a Lirius Suplementos 
Notícias
Motor elétrico para barco: o que a legislação brasileira exige antes de navegar
Tecnologia
Marinha inicia Operação Navegue Seguro 2026 após recorde de fiscalizações no ano anterior
Notícias
Copa Brasil de Vela de Praia leva Fortaleza à disputa rumo ao Mundial de 2027
Barcos

Bem-vindo à Gazeta Náutica, seu destino online para se manter atualizado sobre o que acontece no Brasil e no mundo. Cobrimos os principais acontecimentos do dia a dia, oferecendo um panorama completo e imparcial dos fatos que impactam sua vida.

Gazeta Náutica - [email protected] - tel.(11)91754-6532
  • Home
  • Contato
  • Sobre Nós
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?