Tiago Oliva Schietti, empresário do setor cemiterial e funerário, acompanha um tema que vem ganhando relevância entre gestores públicos, urbanistas e especialistas em infraestrutura: o papel dos cemitérios dentro do planejamento das cidades. Embora muitas vezes tratados apenas como equipamentos de suporte, esses espaços possuem impacto direto na organização urbana e na qualidade dos serviços oferecidos à população.
O crescimento das áreas urbanas, aliado às mudanças demográficas observadas nas últimas décadas, tem impulsionado debates sobre expansão, modernização e gestão da infraestrutura cemiterial.
Por que a infraestrutura cemiterial merece mais atenção?
Um dos fatores que explicam essa discussão é o aumento da complexidade urbana. À medida que as cidades crescem, torna-se necessário planejar diferentes tipos de infraestrutura de forma integrada. Durante muito tempo, a expansão dos espaços cemiteriais ocorreu de maneira reativa, acompanhando necessidades imediatas.
Atualmente, especialistas defendem uma visão mais estratégica e orientada ao longo prazo. A consequência prática é a busca por soluções que conciliem capacidade operacional, acessibilidade e integração com o entorno urbano.
Como o crescimento populacional influencia esse cenário?
As projeções demográficas indicam mudanças importantes na composição da população brasileira. O envelhecimento populacional tende a gerar novas demandas para diversos serviços, incluindo aqueles ligados ao setor funerário. Esse contexto exige planejamento antecipado para evitar limitações estruturais futuras.
Quando a expansão ocorre sem estudos adequados, surgem dificuldades relacionadas à ocupação do solo e à capacidade de atendimento. Comparado ao passado, existe hoje maior preocupação com projeções de médio e longo prazo.

Quais erros ainda são recorrentes?
Um erro frequente é considerar a infraestrutura cemiterial apenas como questão operacional. Na realidade, ela envolve aspectos urbanísticos, ambientais e sociais. Outro equívoco comum é adiar investimentos até que problemas se tornem evidentes. Essa abordagem costuma elevar custos e reduzir a eficiência das soluções implementadas posteriormente. Experiências nacionais e internacionais mostram que planejamento preventivo tende a produzir resultados mais consistentes.
A sustentabilidade influencia os projetos atuais?
Sim. Questões ambientais passaram a ocupar espaço relevante nas discussões sobre infraestrutura urbana. Projetos contemporâneos consideram aspectos como preservação paisagística, uso racional do espaço e integração com áreas verdes. Os cemitérios-parque são exemplos de iniciativas que refletem essa tendência.
A sustentabilidade deixou de ser apenas um diferencial para se tornar componente importante do planejamento.
O papel da tecnologia na gestão da infraestrutura
Ferramentas digitais permitem melhor organização de informações, planejamento de expansões e controle operacional. Sistemas integrados ajudam gestores a acompanhar ocupações, monitorar indicadores e otimizar recursos disponíveis. Isso reduz falhas e aumenta a capacidade de tomada de decisão.
Tiago Oliva Schietti acompanha um setor que vem incorporando tecnologias para melhorar eficiência e qualidade dos serviços.
O futuro exige visão estratégica
As cidades continuarão enfrentando desafios relacionados ao crescimento populacional, à ocupação territorial e à demanda por serviços essenciais. Tiago Oliva Schietti atua em um segmento diretamente conectado a essas transformações. A tendência aponta para modelos de gestão cada vez mais integrados, capazes de alinhar infraestrutura, sustentabilidade e planejamento urbano de forma eficiente e responsável.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

